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26
maio/2016
Papel dos avós na alimentação da criança

Olá, mamães,

Antes de mais nada, vou te pedir para completar essa frase: “os pais criam/educam e os avós…?”. Tenho certeza de que você pensou em algo como “deseducam”, “só fazem as vontades das crianças”, “mimam demais” e até mesmo “dão comida e ‘tranqueiras’ demais”, não é mesmo?

Falo isso porque além de ouvir muitas mães falando isso, também tenho uma pequena em casa e vejo a imensa vontade da avó (minha mãe, no caso! Rs) em agradá-la, afinal, meus irmãos e eu fomos criados pela avó e sempre tivemos essas ‘vantagens’.

avos e alimentação2

Infelizmente, devido aos costumes, hábitos, propagandas e orientações de pediatras no passado (nem tão distante assim, década de 1970/80), os avós ainda têm algumas expectativas em relação à alimentação das crianças, em especial que elas ‘para serem saudáveis’ têm que ser bochechudas, robustas, cheias de dobras e ter apetite voraz. Mas os tempos são outros: temos um crescente aumento de obesidade, doenças e consequências que antes eram ditas como ‘de adultos’ cada vez em crianças mais novas e estas orientações deixaram de fazer sentido!

E é sobre isso que vim falar com você hoje: sabemos que os avós têm um papel muito importante na vida e alimentação das crianças, mas precisamos saber como conversar com elas, para que todos auxiliem na criação e na formação dos hábitos alimentares dos pequenos do mesmo modo. A seguir listarei 3 itens que acredito serem fundamentais nessa conversa…

Item 1: Explique a importância da alimentação para o bem-estar e saúde da criança:

Você já ouviu alguém falar algo assim: “mas eu sempre dei para meus filhos e estão todos vivos e cheios de saúde”? E é nessa hora que você pode (e deve!) usar os argumentos abaixo e todos que julgar necessário:

São nos primeiros 5 anos que as crianças formam suas preferências e hábitos alimentares, que serão levados por toda a vida (claro que quando adultos podemos adquirir novos hábitos, mas na infância o processo é muito mais fácil) e por isso devemos tirar da cabeça a ideia do ‘é tão bonitinho ele com a boca cheia de chantilly/chocolate ou chupando uma batata frita’ e pensar nas possíveis consequências negativas desses costumes, afinal, como falei lá em cima, o número de crianças obesas, com déficit de aprendizado, pressão alta, colesterol elevado e diabetes tipo 2, entre outras doenças vem crescendo a cada dia. Já parou para pensar no quanto é realmente bonito, prazeroso e saudável uma criança comendo frutas e legumes e até mesmo fazendo careta, por exemplo, ao experimentar um limão?;

Item 2: Diga que você entende as intenções dos avós, mas que precisa contar com o apoio para o crescimento saudável da criança:

Não quero dizer que a criança deve ser criada em uma ‘bolha’, muito menos que ela viverá em constante restrição alimentar (até porque sou contra restrições!), mas quero dizer que a família não pode ser dominada pela ‘carinha de dó’ que eles fazem (por mais difícil que seja!) ou acreditar que a criança só irá gostar mais da pessoa se ela der mais doces, bolachas recheadas, salgadinhos e fast food. Acredite: a criança gosta de quem está e se faz presente em sua vida e não de quem ‘apenas dá o presente’!

Ah, e se você ouvir algo como “mas só nos vemos nos finais de semana, só dou esses alimentos para ele no final de semana”, pense que um ano tem em média 52 semanas, são pelo menos 2 dias de final de semana (52 x 2 = 104 dias), o que representa quase 1/3 dos dias consumindo estes alimentos. Será que isso é tão infrequente/exceção no dia-a-dia assim?;

Item 3: Determinem juntos as regras sobre alimentação:

Para que a relação entre pais e avós não vire um ‘cabo de guerra’, que tal sentarem e determinarem juntos questões como: alimentos (quais serão dados ou não, quais serão comprados ou não, qual será a frequência da exceção e quais alimentos farão parte desse momento), quais serão os horários das refeições (hora da refeição principal não pode e não deve ser substituída pela mamadeira ou pelo petit suisse, por exemplo!) e como será o modo de se alimentar (todos sentados à mesa, temperos e consistência da comida, consumo de líquidos junto, etc).

Que tal fazer dessa conversa uma oportunidade de aproximação e conhecimento entre todos da família? Tenho certeza de que todos sairão ganhando, em especial os hábitos alimentares, a saúde e a vida do pequeno! 😉

Ah, se você gostou, não esqueça de dar um ‘like’ e de compartilhar com seus amigos e familiares!

Grande beijo!

Até mais!
Dani Andrade

coluna meu nutri kids



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5/26/2016 às 15:29

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Por aqui os avós são ótimos, ajudam imenso e adoram a neta. A questão mais difícil é mesmo a alimentação e fazerem as vontades todas.
A alimentação é uma verdadeira batalha porque eles não aceitam que eu ainda não queira dar doces à minha filha e dão-lhe eles.
Falo mais sobre isso aqui: http://www.vinilepurpurina.com/2016/03/22/outra-vez-o-acucar/