Vida de Mamãe Moderna » Blog Archive Alimentação infantil e o que NÃO devemos dizer (nem à mãe e nem às crianças!) - Vida de Mamãe Moderna
9
jun/2016
Alimentação infantil e o que NÃO devemos dizer (nem à mãe e nem às crianças!)

Olá, mamãe, tudo bom?

Antes de eu falar sobre o tema de hoje, queria saber de você: o que você tem achado dos textos? Eles têm sido úteis na sua vida? Têm ajudado na criação do (a) pequeno (a)? Há algum tema que você queria que eu abordasse nas próximas semanas? Sua opinião é muito importante para mim! Não deixe de enviar suas sugestões para meu email: danielle.andrade@meunutri.com.br 😉

Bom, vamos ao que interessa, né? rs

Por acaso você já falou que não era para oferecer determinado alimento à criança e quem ia oferecer fez cara feia e/ou falou algo do tipo: “poxa, mas ele vai ficar com vontade! ”, “coitadinho, deixa esse (a) menino (a) comer, só um pouco não irá fazer mal! ” ou qualquer frase semelhante?

post o que nao dizer-3

Pois bem, eu ainda não tenho filhos, mas converso com várias mães que relatam passar por essa situação frequentemente. E sabe quais perguntas faço na hora? De quem é a responsabilidade de criação da criança? Você está certa sobre suas decisões? E até que ponto a opinião dos ‘outros’ influencia e interfere em suas decisões? Sei que pode parecer meio sem educação da minha parte (se bem que ainda acho mais sem educação da parte de quem fala isso sem saber!), mas o que gostaria que você entendesse e percebesse é que a criança é uma espécie de ‘esponja’, que absorve tudo o que vê e ouve próximo dela, sem saber se está certo ou não e que, durante os 5 primeiros anos ela está formando seus hábitos alimentares que serão levados por toda a vida (claro que novos hábitos e costumes são adquiridos com o tempo, mas quando se tem uma correta formação, mais fácil e prazerosa serão as demais etapas da vida!).

E é sobre essas frases sem fundamentos e cheias de achismos que vim falar hoje com você… Abaixo listei algumas delas e falo o porquê não devemos utilizá-las:

  • ‘Sempre comi e estou vivo até hoje! ‘ (Ou ‘Você comia quando criança e está viva! ’)

Deixa eu ver se entendi, a intenção era matar? Acredito que ninguém cria seus filhos pensando nas piores consequências para ele, não é verdade? Não estou dizendo, por exemplo, que um bombom causará obesidade ou diabetes, mas o que quero dizer é que os tempos são outros, há novos estudos e conhecimentos e sabemos que uma criança não tem a menor necessidade de comer esse bombom (ou qualquer outro alimento doce ou cheio de gordura, açúcar e conservante) nessa fase da vida, afinal, para tudo há seu momento certo!

  • “Coitadinho (a), ele (a) vai aguar! “

Me diz uma coisa muito importante: sem você nunca ter experimentado algo, é possível você falar que gosta ou não? Ou saber o sabor daquilo? Então como a criança vai sentir vontade de algo que ela não sabe o que é e nunca comeu? Crianças olham tudo: as cores, o formato…mas isso não quer dizer que ela queira, afinal, muito provável que seja algo novo que apenas chamou sua atenção!

Se você ou a outra pessoa realmente quiser oferecer, porque não adaptar a preparação e não usar açúcar e gordura, por exemplo, ao invés de oferecer um picolé de chocolate, porque não fazer um picolé de frutas picadas com água de coco? Muito mais refrescante, bonito, saboroso, saudável e divertido ao pequeno.

  • “Só um pouquinho não vai fazer mal! “

Qual o sentido do ‘fazer mal’? Ter uma dor de barriga? Uma indisposição? Ou fazer mal à longo prazo? Devemos sempre levar em consideração que existe alimentos certos para cada idade e que a criança está formando seus hábitos alimentares, ou seja, não devemos pensar apenas no momento atual (o ‘fazer mal agora’), mas sim em todas as consequências ao longo dos anos, afinal, é sempre preferível trabalhar com a prevenção no presente a ter que se preocupar com o tratamento no futuro!

  • “Deixa aproveitar a infância! “

Sim, óbvio que tem que aproveitar a infância: brincando, se divertindo, aprendendo, conhecendo, experimentando, ganhando muito afeto e carinho e não relacionar a infância com momentos de guloseimas, afinal, quando ele (a) se tornar independente, caberá a ele (a) decidir o que, quando, quanto e como comer…incluindo as guloseimas! De novo: tudo tem seu momento!

  •  “Isso é comida de criança! “

O que é para você ‘comida de criança’? Acredita que alimentos ricos em gordura, açúcar, sódio conservante e corante seja realmente ‘comida de criança’? Acha mesmo que no 1º aniversário da criança ela deva se lambuzar de chantilly e glacê (o ensaio fotográfico do ‘smash the cake’)? Acha que no dia da pizza ou do churrasco a criança tem que comer a pizza com bacon e queijo extra ou comer linguiça a tarde toda?

‘Comida de criança’ é a comida caseira, aquela simples, prática e saborosa, onde todos comem com prazer e satisfação, ou seja, comida de criança é comida de adulto. Por que não trocar o ensaio do bolo pelo ensaio com as frutas (‘smash the fruit’ – que permite que os bebês toquem, conheçam, experimentem e se lambuzem com os novos sabores de frutas)? Por que não adaptar a comida ao momento e pedir uma pizza com menos queijo e adição de vegetais e legumes (brócolis, escarola, ou rúcula, por exemplo)? Ou então oferecer o frango em outro corte, para a criança comer com a mão?…isso sim é comida de criança!

post o que nao dizer

Poderia listar muitas outras frases, mas o que eu mais gostaria de te dizer é que você não precisa ter pressa para oferecer alimentos desnecessários ao (à) pequeno (a), afinal, se ele (a) ainda não experimentou quiabo, abobrinha, vagem, caqui, fruta do conde…qual a necessidade de ele (a) experimentar balas, bolos recheados, bolachas recheadas, chicletes, macarrão instantâneo, lasanha congelada…? Pense nisso! 😉

Ah, se você já passou ou presenciou alguma situação parecida, conte para nós qual foi sua reação…gostaríamos de saber o que acontece em diferentes cantos do Brasil (e por que não de fora do Brasil também?)! 😉

Grande abraço!

Até a semana que vem!
Dani Andrade

coluna meu nutri kids