Vida de Mamãe Moderna meu nutri kids Archives - Vida de Mamãe Moderna
9
jun/2016
Alimentação infantil e o que NÃO devemos dizer (nem à mãe e nem às crianças!)

Olá, mamãe, tudo bom?

Antes de eu falar sobre o tema de hoje, queria saber de você: o que você tem achado dos textos? Eles têm sido úteis na sua vida? Têm ajudado na criação do (a) pequeno (a)? Há algum tema que você queria que eu abordasse nas próximas semanas? Sua opinião é muito importante para mim! Não deixe de enviar suas sugestões para meu email: [email protected] 😉

Bom, vamos ao que interessa, né? rs

Por acaso você já falou que não era para oferecer determinado alimento à criança e quem ia oferecer fez cara feia e/ou falou algo do tipo: “poxa, mas ele vai ficar com vontade! ”, “coitadinho, deixa esse (a) menino (a) comer, só um pouco não irá fazer mal! ” ou qualquer frase semelhante?

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Pois bem, eu ainda não tenho filhos, mas converso com várias mães que relatam passar por essa situação frequentemente. E sabe quais perguntas faço na hora? De quem é a responsabilidade de criação da criança? Você está certa sobre suas decisões? E até que ponto a opinião dos ‘outros’ influencia e interfere em suas decisões? Sei que pode parecer meio sem educação da minha parte (se bem que ainda acho mais sem educação da parte de quem fala isso sem saber!), mas o que gostaria que você entendesse e percebesse é que a criança é uma espécie de ‘esponja’, que absorve tudo o que vê e ouve próximo dela, sem saber se está certo ou não e que, durante os 5 primeiros anos ela está formando seus hábitos alimentares que serão levados por toda a vida (claro que novos hábitos e costumes são adquiridos com o tempo, mas quando se tem uma correta formação, mais fácil e prazerosa serão as demais etapas da vida!).

E é sobre essas frases sem fundamentos e cheias de achismos que vim falar hoje com você… Abaixo listei algumas delas e falo o porquê não devemos utilizá-las:

  • ‘Sempre comi e estou vivo até hoje! ‘ (Ou ‘Você comia quando criança e está viva! ’)

Deixa eu ver se entendi, a intenção era matar? Acredito que ninguém cria seus filhos pensando nas piores consequências para ele, não é verdade? Não estou dizendo, por exemplo, que um bombom causará obesidade ou diabetes, mas o que quero dizer é que os tempos são outros, há novos estudos e conhecimentos e sabemos que uma criança não tem a menor necessidade de comer esse bombom (ou qualquer outro alimento doce ou cheio de gordura, açúcar e conservante) nessa fase da vida, afinal, para tudo há seu momento certo!

  • “Coitadinho (a), ele (a) vai aguar! “

Me diz uma coisa muito importante: sem você nunca ter experimentado algo, é possível você falar que gosta ou não? Ou saber o sabor daquilo? Então como a criança vai sentir vontade de algo que ela não sabe o que é e nunca comeu? Crianças olham tudo: as cores, o formato…mas isso não quer dizer que ela queira, afinal, muito provável que seja algo novo que apenas chamou sua atenção!

Se você ou a outra pessoa realmente quiser oferecer, porque não adaptar a preparação e não usar açúcar e gordura, por exemplo, ao invés de oferecer um picolé de chocolate, porque não fazer um picolé de frutas picadas com água de coco? Muito mais refrescante, bonito, saboroso, saudável e divertido ao pequeno.

  • “Só um pouquinho não vai fazer mal! “

Qual o sentido do ‘fazer mal’? Ter uma dor de barriga? Uma indisposição? Ou fazer mal à longo prazo? Devemos sempre levar em consideração que existe alimentos certos para cada idade e que a criança está formando seus hábitos alimentares, ou seja, não devemos pensar apenas no momento atual (o ‘fazer mal agora’), mas sim em todas as consequências ao longo dos anos, afinal, é sempre preferível trabalhar com a prevenção no presente a ter que se preocupar com o tratamento no futuro!

  • “Deixa aproveitar a infância! “

Sim, óbvio que tem que aproveitar a infância: brincando, se divertindo, aprendendo, conhecendo, experimentando, ganhando muito afeto e carinho e não relacionar a infância com momentos de guloseimas, afinal, quando ele (a) se tornar independente, caberá a ele (a) decidir o que, quando, quanto e como comer…incluindo as guloseimas! De novo: tudo tem seu momento!

  •  “Isso é comida de criança! “

O que é para você ‘comida de criança’? Acredita que alimentos ricos em gordura, açúcar, sódio conservante e corante seja realmente ‘comida de criança’? Acha mesmo que no 1º aniversário da criança ela deva se lambuzar de chantilly e glacê (o ensaio fotográfico do ‘smash the cake’)? Acha que no dia da pizza ou do churrasco a criança tem que comer a pizza com bacon e queijo extra ou comer linguiça a tarde toda?

‘Comida de criança’ é a comida caseira, aquela simples, prática e saborosa, onde todos comem com prazer e satisfação, ou seja, comida de criança é comida de adulto. Por que não trocar o ensaio do bolo pelo ensaio com as frutas (‘smash the fruit’ – que permite que os bebês toquem, conheçam, experimentem e se lambuzem com os novos sabores de frutas)? Por que não adaptar a comida ao momento e pedir uma pizza com menos queijo e adição de vegetais e legumes (brócolis, escarola, ou rúcula, por exemplo)? Ou então oferecer o frango em outro corte, para a criança comer com a mão?…isso sim é comida de criança!

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Poderia listar muitas outras frases, mas o que eu mais gostaria de te dizer é que você não precisa ter pressa para oferecer alimentos desnecessários ao (à) pequeno (a), afinal, se ele (a) ainda não experimentou quiabo, abobrinha, vagem, caqui, fruta do conde…qual a necessidade de ele (a) experimentar balas, bolos recheados, bolachas recheadas, chicletes, macarrão instantâneo, lasanha congelada…? Pense nisso! 😉

Ah, se você já passou ou presenciou alguma situação parecida, conte para nós qual foi sua reação…gostaríamos de saber o que acontece em diferentes cantos do Brasil (e por que não de fora do Brasil também?)! 😉

Grande abraço!

Até a semana que vem!
Dani Andrade

coluna meu nutri kids



2
jun/2016
Dicas e sugestões para festa Infantil saudável

Olá mamães, tudo bom?

Esses dias eu fui à uma festa infantil e em grande parte do que foi servido tinham frutas, legumes, menos açúcar e fritura…confesso que achei tudo lindo (e delicioso!), mas algumas pessoas acabaram estranhando a falta de comidas e bebidas ‘tradicionais’ e saíram reclamando da festa!

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Não estou dizendo que abomino toda e qualquer opção de doce e salgadinho de festa, afinal, tudo o que se come de forma consciente e equilibrada não é prejudicial ao organismo (e pode sim fazer parte de uma alimentação variada e saudável), mas quero reforçar que é muito possível oferecer opções mais nutritivas, saborosas e divertidas, que auxiliam no desenvolvimento das crianças (e dos adultos também!), estimulam a experimentação, para a aceitação de novos alimentos e previnem complicações futuras.

Se você sente vontade/curiosidade de fazer uma festa mais saudável, mas tem receio da reação dos convidados, estou aqui hoje para te ajudar a convencê-los! A seguir, darei dicas e sugestões de gostosuras que, preparando com cuidado e escolhendo as melhores opções de ingredientes ficarão mais divertidas, agradáveis, saudáveis e muito saborosas! 😉

Opções para Salgados

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Opções para Doces

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Opções para Bebidas

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Ah, as lembrancinhas também podem fazer parte das opções mais saudáveis: para sair do convencional, a lembrancinha pode ser cookie ou muffin no saquinho ou até mesmo bolo de pote. No mercado há várias opções comestíveis e não comestíveis! Vale a pena procurar e investir!

Essas são algumas opções, mas use e abuse da imaginação e criatividade e faça desse momento de comemoração ainda mais incrível e especial!

E você já fez uma festa com opções ‘menos convencionais’? O que os convidados acharam? Compartilhe conosco esse momento (fotos e comentários são sempre muito bem-vindos!)!

Bom final de semana!

Até breve! 😉
Dani Andrade

coluna meu nutri kids



26
maio/2016
Papel dos avós na alimentação da criança

Olá, mamães,

Antes de mais nada, vou te pedir para completar essa frase: “os pais criam/educam e os avós…?”. Tenho certeza de que você pensou em algo como “deseducam”, “só fazem as vontades das crianças”, “mimam demais” e até mesmo “dão comida e ‘tranqueiras’ demais”, não é mesmo?

Falo isso porque além de ouvir muitas mães falando isso, também tenho uma pequena em casa e vejo a imensa vontade da avó (minha mãe, no caso! Rs) em agradá-la, afinal, meus irmãos e eu fomos criados pela avó e sempre tivemos essas ‘vantagens’.

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Infelizmente, devido aos costumes, hábitos, propagandas e orientações de pediatras no passado (nem tão distante assim, década de 1970/80), os avós ainda têm algumas expectativas em relação à alimentação das crianças, em especial que elas ‘para serem saudáveis’ têm que ser bochechudas, robustas, cheias de dobras e ter apetite voraz. Mas os tempos são outros: temos um crescente aumento de obesidade, doenças e consequências que antes eram ditas como ‘de adultos’ cada vez em crianças mais novas e estas orientações deixaram de fazer sentido!

E é sobre isso que vim falar com você hoje: sabemos que os avós têm um papel muito importante na vida e alimentação das crianças, mas precisamos saber como conversar com elas, para que todos auxiliem na criação e na formação dos hábitos alimentares dos pequenos do mesmo modo. A seguir listarei 3 itens que acredito serem fundamentais nessa conversa…

Item 1: Explique a importância da alimentação para o bem-estar e saúde da criança:

Você já ouviu alguém falar algo assim: “mas eu sempre dei para meus filhos e estão todos vivos e cheios de saúde”? E é nessa hora que você pode (e deve!) usar os argumentos abaixo e todos que julgar necessário:

São nos primeiros 5 anos que as crianças formam suas preferências e hábitos alimentares, que serão levados por toda a vida (claro que quando adultos podemos adquirir novos hábitos, mas na infância o processo é muito mais fácil) e por isso devemos tirar da cabeça a ideia do ‘é tão bonitinho ele com a boca cheia de chantilly/chocolate ou chupando uma batata frita’ e pensar nas possíveis consequências negativas desses costumes, afinal, como falei lá em cima, o número de crianças obesas, com déficit de aprendizado, pressão alta, colesterol elevado e diabetes tipo 2, entre outras doenças vem crescendo a cada dia. Já parou para pensar no quanto é realmente bonito, prazeroso e saudável uma criança comendo frutas e legumes e até mesmo fazendo careta, por exemplo, ao experimentar um limão?;

Item 2: Diga que você entende as intenções dos avós, mas que precisa contar com o apoio para o crescimento saudável da criança:

Não quero dizer que a criança deve ser criada em uma ‘bolha’, muito menos que ela viverá em constante restrição alimentar (até porque sou contra restrições!), mas quero dizer que a família não pode ser dominada pela ‘carinha de dó’ que eles fazem (por mais difícil que seja!) ou acreditar que a criança só irá gostar mais da pessoa se ela der mais doces, bolachas recheadas, salgadinhos e fast food. Acredite: a criança gosta de quem está e se faz presente em sua vida e não de quem ‘apenas dá o presente’!

Ah, e se você ouvir algo como “mas só nos vemos nos finais de semana, só dou esses alimentos para ele no final de semana”, pense que um ano tem em média 52 semanas, são pelo menos 2 dias de final de semana (52 x 2 = 104 dias), o que representa quase 1/3 dos dias consumindo estes alimentos. Será que isso é tão infrequente/exceção no dia-a-dia assim?;

Item 3: Determinem juntos as regras sobre alimentação:

Para que a relação entre pais e avós não vire um ‘cabo de guerra’, que tal sentarem e determinarem juntos questões como: alimentos (quais serão dados ou não, quais serão comprados ou não, qual será a frequência da exceção e quais alimentos farão parte desse momento), quais serão os horários das refeições (hora da refeição principal não pode e não deve ser substituída pela mamadeira ou pelo petit suisse, por exemplo!) e como será o modo de se alimentar (todos sentados à mesa, temperos e consistência da comida, consumo de líquidos junto, etc).

Que tal fazer dessa conversa uma oportunidade de aproximação e conhecimento entre todos da família? Tenho certeza de que todos sairão ganhando, em especial os hábitos alimentares, a saúde e a vida do pequeno! 😉

Ah, se você gostou, não esqueça de dar um ‘like’ e de compartilhar com seus amigos e familiares!

Grande beijo!

Até mais!
Dani Andrade

coluna meu nutri kids



12
maio/2016
Meu Nutri Kids: 9 Dicas de como estimular a criança a ter uma alimentação mais saudável.

Olá, mamãe;

Aqui é a Dani Andrade do Meu Nutri. Tudo bom contigo? E o(a) pequeno(a), como está?

Dias atrás, fui convidada para responder uma entrevista sobre obesidade infantil e uma das perguntas era exatamente o título desse texto: Como convencer e estimular a criança a ter uma alimentação mais saudável?

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Confesso que pensei bastante, já que a obesidade é causada por diversos fatores e não há apenas uma forma de estimular a criança a comer melhor…e aí decidi compartilhar com você sobre esses estímulos (que são úteis para todos as crianças, independentemente do seu estado nutricional – baixo peso, peso adequado ou excesso de peso, ou idade).

Sempre digo que a criança é um ‘livro em branco onde escrevemos uma nova página por dia’, ou seja, a criança não sabe que o maracujá é azedo e precisa de açúcar para comer, ela não conhece a batata frita, o chocolate ou o refrigerante antes de alguém dar. Então, a primeira coisa que sempre digo é: pelo menos até os 2 anos (preferencialmente até os 5 anos), não dê e peça para os familiares, amigos e/ou cuidadores também não darem estes alimentos a ele/ela. Tenha certeza apenas de uma coisa: a criança não vai ‘aguar’ ou ficar com vontade de algo que ela nunca viu ou experimentou!

Mas se a criança já experimentou e tem o costume de consumir, a dica é: não deixe à mostra/na visão da criança, isto é, crianças não costumam procurar alimentos nos armários e na geladeira, elas escolhem o que veem primeiro (pensando sempre na altura de seus olhos), logo, é nessa altura que você deve deixar as frutas, legumes, verduras (já higienizadas e cortadas, se forem o caso), para que quando forem procurar algo para comer, elas sejam estimuladas com os alimentos saudáveis.

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Abaixo, listarei 9 dicas que você e sua família podem incorporar à rotina do pequeno para que ele venha a ter uma alimentação mais variada e saudável:

Dica 1: Explique que exceção não é regra (o que não quer dizer que irá acontecer 1 ou 2 vezes na semana), ou seja, haverá dia que o jantar poderá ser uma pizza e a sobremesa será sorvete, mas que isso não acontecerá frequentemente e, em ambos os dias, a criança e toda a família terá prazer e satisfação em comer;

Dica 2: Dê o exemplo: a criança copia a ação dos adultos, logo, de nada adianta você querer que o pequeno coma uma fruta de sobremesa, se você está comendo um bolo de chocolate com cobertura. O que vale para uma pessoa, deve valer para o outro também, independentemente da idade delas;

Dica 3: Tenha momentos agradáveis antes e durante a refeição: peça ajuda da criança durante a preparação, por mais simples que seja, as crianças gostam de ajudar e tendem a pelo menos experimentar novos alimentos ou preparações quando são elas ‘quem fizeram’;

Dica 4: Atenção às outras atividades durante a refeição: devemos ter atenção plena no momento de comer, logo, televisão, celular e qualquer outro meio de distração não deve estar presente durante a refeição. Essa atitude faz com que você e a criança observem mais os alimentos, sintam melhor o sabor e textura e aprendem a respeitar mais os sinais de saciedade, sem comer além do necessário;

Dica 5: Tenha atitudes positivas sobre a comida: não faça terrorismo durante a refeição, por mais difícil que pareça, não ameace ou brigue com a criança caso ela não coma, isto fará com que ela tenha trauma da refeição e aceite cada vez menos experimentar novos alimentos ou formas de preparo;

Dica 6: Leve a criança à feira ou ao mercado e mostre os alimentos a ela. Se possível, a deixe experimentar e diga para ela escolher 2 alimentos que vocês prepararão e comerão durante a semana;

Dica 7: Invista em diferentes formas de preparo: a criança deve experimentar ao menos 10 vezes cada alimento (em diferentes dias) para podermos dizer que ela não gosta de determinado item. Use a criatividade para apresentar (sem mascarar) o alimento. Por exemplo a cenoura: ralada na salada, ralada no arroz, cozida para salada, cozida acompanhando uma carne, em purê, em bastonetes, no bolo, no bolinho de legumes, refogada, no suco (para crianças maiores de 1 ano), etc. Introduza os alimentos com calma e sem pressão/alarde;

Dica 8: Não use o doce como chantagem: frase do tipo ‘se você comer toda a salada, vai ganhar um doce!’ nunca deve ser utilizada, porque a criança vai entender que a salada é algo tão ruim, que quando ela consegue comer, merece até uma recompensa, sendo que queremos que ela pense exatamente o contrário;

Dica 9: Foque sempre no que a criança deve e vai comer e não no que não comer: com isso ela percebe a enorme variedade de opções gostosas, saborosas e saudáveis que ela pode consumir.

E na sua casa, você já usou alguma dessas dicas? Quais foram os resultados? Tem alguma experiência positiva ou não tão bacana assim para nos contar?

Compartilhe conosco sua história…seu relato pode ajudar outra mãe que esteja passando pelo mesmo momento ou até mesmo a mim, para eu saber o que acontece além do consultório! 😉

Bom, vou ficando por aqui, mas antes não posso deixar de pedir para você comentar e compartilhar com seus amigos nossos textos! Posso contar com sua ajuda? 😉

Grande abraço!
Até a semana que vem!
Dani Andrade

coluna meu nutri kids